O olho do recém-nascido ainda não é totalmente formado. A cor é quase sempre o azul (azul/cinza), por causa da ausência de melanina ou estroma uveal.
A pigmentação já pode começar durante os primeiros dias de vida. A coloração definitiva da íris demora um pouco. Na Irisdiagnose deve-se considerar estes fatos no caso de crianças menores de dois anos de idade. E crianças de dois anos, a adventícia dos vasos iridiais já deve estar bem desevolvida, enquanto o tecido conjuntivo se densificará atrás do músculo dilatador da pupila a partir do quarto ano de vida.
Freerksen em 1939 disse que a formação da estrutura iridial se conclui com 5 anos de idade. Leutert em 1966 realizou amplas pesquisas histológicas e histoquímicas referentes a esta questão. Na Iridologia a íris é avaliada plenamente a partir dos 8 anos de idade. Mas as opiniões diferem muito, e é necessário considerar cada caso individualmente.
Diferente da íris de um adulto, na observação da íris infantil aplicam-se outros critérios e prioridades.
O envelhecimento do olho começa com o parto, como um fato biológico.
O olho contém tecidos braditrófico, como a córnea, a esclera e o corpo vítreo. Análogo ao metabolismo como um todo, ao envelhecer, estes tecidos tendem a uma carência de água, e assim sofrem o processo densificador. Este processo dificulta na idade avançada a troca de substâncias, e promove o depósito de resíduos metabólicos. Isto também afeta muitas partes do tecido conjuntivo do olho, como por exemplo, no estroma iridial. As consequentes transformações funcionais se manifestam como alterações na estrutura e na cor, sem necessariamente mostrar uma correlação com o processo patológico. Por exemplo, uma despigmentação senil dos melanócitos do estroma pode tornar mais transparente a camada limiar de olhos azuis. Isto provoca uma alteração na coloração, mas sem significado para avaliarmos o sucesso ou a falha terapêutico.
O tecido conjuuntivo da íris pode envelhecer no sentido de apresentar atrofia, hipertrofia ou esclerose. No caso do olho senil, pode-se observar um fio central de sangue nas fibras radiares - isto acontece como consequência do afinamento cada vez maior, destas fibras. O iridólogo chama isso de vaso "vascularizado". Leutert e Purtscher descobriram que, esse vaso em si, não mostra alterações senis significantes, mas este sinal será uma indicação para alterações referentes ao corpo.
Outro problema também, é que estes sinais são mais significantes no caso de uma idade média, do que em idade avançada. A problematização da solução destes casos é, que também na idade avançada consideramos a área orgânica afetada por um vaso vascularizado com problema.
O tecido variável da camada anterior mostra estranha densificação e atrofia na idade avançada. Mas é fisiológico e não pode ser considerado um sinal de doença. Pode-se observar uma transformação da camada anterior da íris de um recém-nascido até a idade avançada. O grande e escuro "anel de pele" é fisiológico, e que na idade avançada um colarete mais extenso também é fisiológico.
O empobrecimento do líquido mesenquimal na idade avançada reforça o deslocamento da camada anterior na periferia. Os velhos iridólogos falam de uma "dessecação". Quando este sinal surge, em idade mais nova, indica processos de envelhecimento já desencadeados.
Dá-se muito valor à borda do colarete para o diagnóstico iridológico e sempre avalia-se, de preferência, a sua extensão. A zona interior cresce internamente e assim, o colarete se desloca na periferia.
O alargamento de grandes lacunas deve ser avaliado. Caso estas sejam separadas por pontes estreitas da zona pupilar, pode ocorrer um rompimento destas pontes. Assim, a limitação original da lacuna torna-se uma limitação para a zona pupilar. Neste caso, não pode se falar de um alargamento do colarete. A idade do paciente é decisiva para a diagnose.
No caso da cor azul, pode-se constatar que esta cor tende a escurecer posteriormente. Menos no caso masculino, em que surge um escurecimento mais cedo e mais forte.
Com a idade, a camada posterior do estroma atrofia, tornando-se transparente na zona pupilar. Esta camada visível da frente se torna mais escura porque o epitélio pigmentar começa a transparecer. Pode surgir uma coloração patológica da zona do estômago da coloração fisiológica. Em relação a esta coloração Purtscher colocou: "Especialmente no caso de pessoas idosas esta íris bicolor pode surgir desta forma - a zona ciliar é azul e a zona interior é marrom. Esta marrom será chamado de marrom de base, para poder diferenciá-lo do marrom pigmentar do estroma (melanócitos)...O anel formado pelo dilatador amarelado é bem visível, o que indica que existe uma zona inteior amarronzada com este marrom de base". Por isso devemos ter cuidado com a interpretação do círculo gástrico marrom no caso de pessoas idosas, mesmo se podemos pressupor, que a função da mucosa gástrica na idade avançada não seja a melhor.
Gunther Lindemann