Os olhos desde os primórdios da humanidade são objetos de fascínio para o homem. Achados arqueológicos comprovam que vários povos deixaram inscrições em pedras sobre a íris e a sua relação com o corpo. Na Grécia Antiga Hipocrates também se interessou pelo estudo da íris como meio de diagnose (BATELLO, 1999).
Muitas pesquisas foram desenvolvidas, porém, coube a Ignatz von Péczely (Budapest,1826-1911), o mérito de codificar a Iridologia. Desenvolveu mapas sobre as representações topográficas das íris. Em 1880 publicou uma brochura apresentando o método praticado e comprovado, desde seus 20 anos. Posteriormente outros estudiosos deram continuidade aos estudos da Iridologia fortalecendo esse método (LINDEMANN, 2005; BATELLO, 1999).
É uma ciência arte cujo método propedêutico permite, através da observação da íris, conhecer num dado momento a constituição geral e parcial do indivíduo, bem como os estágios evolutivos, agudo, subagudo, crônico e degenerativo das alterações que acometem um ou mais órgãos, ou o organismo como um todo. Tudo isso se expressa e é refletido na íris, através de uma topografia, onde cada órgão encontra-se representado em um ou mais mapas iridológicos, permitindo uma abordagem completa do ser vivente (BATELLO, 1999).
A Irisdiagnose está fundamentada na observação, descrição e comprovação de fatos, demonstráveis pelo exame iridológico que dá uma idéia da constituição do indivíduo, debilidades, hereditárias e as mudanças que estão ocorrendo no organismo, viabilizando uma abordagem, eminentemente profilática, porém, também terapêutica, principalmente no que se refere às alterações funcionais, face às correlações possíveis de serem efetivadas, quando se conhece a constituição e os órgãos de choque do paciente, tratando-os antes mesmo que adoeçam do funcional para o lesional (BATELLO, 1999).
A leitura iridológica nos mostra também como é a personalidade básica de uma pessoa, por meio da qual ela manifesta e vivencia este mundo; leva a um entendimento de quais seriam as suas melhores possibilidades de atuação nesta vida e o que muitas vezes impede esse movimento; revela ainda quais caracteres dessas pessoas precisam ser aprimorados e quais necessitam ser equilibrados e redimensionados. Este método descoberto por Denny Johnson que denominou de modelo Rayid (Ray, significa raio, um fio de luz que sai de um ponto central, e Id, os níveis mais profundos da mente). Esse método é voltado ao estudo do lado psíquico emocional das pessoas, nos revelando as qualidades que os indivíduos possuem para realizar sua tarefa de vida e os bloqueios que às vezes impedem que essas qualidades se manifestem em sua plenitude (AUREO et.al, 1997).
Segundo este método, o inconsciente, com todas as suas necessidades está impresso na íris e se expressa através dela. Na íris encontra-se inscrita toda a história da vida do indivíduo. (BATELLO, 1999).
O diagnóstico na vida atual desafia os profissionais da saúde em vários níveis, e para uma elaboração adequada e sensível deste precisamos desenvolver a capacidade de distinguir e tratar o ser humano como único considerando o problema, queixa, em seus aspectos multifacetados (ALMEIDA, 2004).