Este trabalho faz um recorte na teoria de Wilhelm Reich sobre a análise do caráter, no advento das couraças musculares. Também apresenta a iridologia como ferramenta possível de demonstrar a impressão dessas couraças na íris.
Segundo Wilhelm Reich (1897-1958), na análise do caráter as couraçasmusculares aparecem no sujeito na dinâmica com o meio hostil e/ou no recalque dos desejos. Assim, constitui-se o caráter. As couraças dão uma idéia comparativa a uma concha dura que se desenvolve destinada a desviar e a enfraquecer os golpes do mundo exterior, bem como das necessidades internas.
As contraturas musculares são o meio por onde as couraças se instalam no corpo. Quando se tornam crônicas e sobrepostas geram imobilidade energética, psíquica e fisiológica. As conseqüências podem ser visíveis no corpo na congestão circulatória, na dificuldade de eliminação de toxinas, no aumento da pressão arterial e no aparecimento de doenças degenerativas ou mesmo psicossomáticas. Todo o corpo é envolvido nesta dinâmica, incluindo marcas na íris.
A iridologia é o estudo da íris (parte colorida dos olhos) que é constituída por tecido conjuntivo, nervoso e vascular e mantém uma relação intima com o restante do corpo desde a sua formação embriológica.
O primeiro mapa ligando a íris aos sistemas orgânicos surgiu em 1886 e foi criado pelo medico húngaro Ignatz Von Pekzely. Desde então houve pesquisas que confirmaram as descobertas de Pekzely e ampliaram o mapa orgânico. Nos Estados Unidos da América o Psicólogo terapeuta de família Denny Johnson, estudioso da iridologia, conseguiu fazer uma relação entre as áreas orgânicas, os estudos sobre emoção na Medicina Chinesa e os sinais encontrados na íris. Criou a iridologia comportamental e o mapa comportamental. Comparando o mapa orgânico com o mapa comportamental é possível observar em comum, anéis que são formados a partir da relação do sujeito com o meio. Denny Johnson adotou o nome para esses anéis como anéis estruturais, ou seja, que estruturam o caráter. Esses anéis são iniciados através da tensão muscular que, quando se agravam, evoluem para outros anéis e ficam aparentes no tecido conjuntivo da íris.
Dessa forma, o trabalho sugere que é possível verificar, fotografar e analisar as conseqüências das exigências do meio, que acabam marcando o organismo e também imprimindo na íris anéis estruturais ou couraças.
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